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Raimundo Lima · cantor e compositor

Nº 07 — Sobre

Raimundo Lima

Raimundo Lima nasceu em Feira de Santana, na Bahia. Estudou no Colégio Joselito Amorim, onde os contemporâneos ainda o chamam de Raimundinho. Formou-se em comunicação, com jornalismo e pós-graduação em direito eleitoral — um currículo que não anunciava um cantor.

O nome artístico veio antes da carreira. Mais de trinta anos antes. Numa conversa por telefone, cantou um trecho de uma música para Tim Maia. "Tim Maia me batizou artisticamente", conta. O nome ficou guardado enquanto a vida seguia por outro caminho.

Esse caminho o levou a Angola. Nos últimos vinte anos ele vive entre Salvador e Luanda, onde construiu uma trajetória empresarial e institucional que hoje o coloca à frente de duas entidades — a Câmara de Comércio Angola-Brasil e a associação dos empresários brasileiros no país. Pelas suas mãos passaram oportunidades de trabalho para centenas de profissionais brasileiros.

Em 2018, aos 62 anos, resolveu usar o nome. Lançou Surpreendente! em 2019, com temporada no Teatro Rubi, e emendou. Em pouco mais de dois anos chegou a quatro lançamentos, entre eles Imersão Eclética — apresentado como o primeiro CD físico brasileiro gravado em tecnologia 32D.

A dupla vida não é um acidente de biografia: é o assunto. O mesmo homem que assina acordos comerciais no Hotel Epic Sana, diante de mil empresários e ministros dos dois países, grava com Filipe Mukenga e Filipe Zau — este último, ministro da Cultura de Angola. Música e diplomacia, no caso dele, são o mesmo ofício de aproximar duas margens.

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